junho 08, 2017

Opinião: Pequena Abelha, Chris Cleave

Título: Pequena Abelha
Título Original: Little Bee
Autor: Chris Cleave
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892313177
Nº de Páginas: 272

Sinopse: Não queremos contar-lhe O QUE ACONTECE neste livro. Esta é uma HISTÓRIA MESMO ESPECIAL e não queremos desvendá-la.
Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais sobre ela para querer lê-la, por isso, vamos dizer apenas o seguinte:
Esta é a história de DUAS MULHERES. Os seus destinos vão cruzar-se UM DIA e uma delas terá de fazer UMA ESCOLHA terrível, o tipo de escolha que ninguém deseja enfrentar. Uma escolha que envolve vida ou morte. DOIS ANOS DEPOIS, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente…

     Eu vou honrar o pedido e não vos vou contar o que acontece. Eu sei que devem estar a pensar, que tipo de review é esta? Mas eu acho que este livro é uma jornada que todos os leitores devem seguir por conta própria. O que eu digo é que o autor Chris Cleave criou uma história poderosa, emocionante e excepcional. A ideia foi inspirada na sua infância na África Ocidental e numa visita a um centro britânico de detenção de imigração. E a personagem da Pequena Abelha conta as suas opiniões sobre o mundo e a vida, de um certo modo doloroso e atraente.
     A narrativa move se entre a Pequena Abelha e Sarah. O que é tão interessante são as suas opiniões diferentes sobre os mesmos eventos. Todos os personagens de suporte, o marido, o amante e o filho de Sarah são escritos poderosamente, e conseguem nos provocar uma forte reação e emoção. Há alguma violência no livro, mas é parte integrante da história. O fim é doloroso, estimulante e dá esperança ao nosso futuro.
     Coisas fortes? Sim, é - mas é um livro que vais ficar feliz por ler. E que poderá te fazer ver o mundo de uma maneira diferente.
 Chris Cleave foi jornalista, colunista, barman, marinheiro, professor e pioneiro da Internet. Incendiário, o seu romance de estreia, foi um bestseller internacional, tendo sido publicado em vinte países e vencido o Somerset Maugham Award em 2006, o Book-of-the-Month Club Award na categoria de primeiro romance e o Prémio Especial do Júri nos Prémios dos Leitores de França em 2007. Foi adaptado para o CINEMA, num filme protagonizado por Ewan McGregor e Michelle Williams.
Pequena Abelha foi um estrondoso sucesso de crítica e público em todo o mundo, tendo liderado a lista de bestsellers do The New York Times e sido considerado um dos melhores livros do ano por diversas publicações, entre elas, o The Independent. Está também a ser adaptado para o cinema, num filme protagonizado por Nicole Kidman.

junho 01, 2017

TOP: Melhores músicas para ler

Muitas pessoas preferem o silêncio, algumas não se importam com o som de fundo de um programa de televisão enquanto que outras gostam de juntar a leitura com a música.

Entrelinhas sugerimos...
Ben Howard - Old Pine

Lana Del Rey - Ride

Hozier - Work Song

Jason Mraz - 93 Million Miles

James Blunt - Tears and Rain

Milky Chance - Piano Song 

Estas são algumas das músicas que podem encontrar na nossa playlist para momentos de leitura. Com o volume muito baixinho não nos desconcentram, pelo contrário, ajudam nos a relaxar. E tu? Preferes com ou sem música?

Opinião: No Canto Mais Escuro, Elizabeth Haynes

Título: No Canto Mais Escuro
Título Original: Into The Darkest Corner
Autora: Elizabeth Haynes
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350884
Nº de Páginas: 372

Sinopse: No Canto mais Escuro é um thriller psicológico soberbo, a história arrepiante de Catherine Bailey, uma jovem independente e bem-sucedida, que se deixa envolver numa relação amorosa abusiva que se vai pervertendo ao ponto de colocar a sua própria vida em risco. Num jogo psicológico extremamente artificioso e doentio, Lee Brightman, um homem lindo e carismático, vai seduzindo e dominando Catherine. Com uma estrutura narrativa inteligente, a autora dá-nos a conhecer o antes e o depois, a forma como uma relação deste tipo pode transformar uma mulher alegre e confiante numa mulher destroçada, subjugada por um medo constante.

     O prólogo do livro abriu com uma transcrição do tribunal que despertou logo o meu interesse. Em que, o Sr. Brightman está a ser questionado sobre o seu relacionamento com a senhora Bailey.
     A história é contada a partir de dois períodos de tempo de 2003 e 2007. E foram necessárias poucas páginas para descobrir que os dois quadros são contados do ponto de vista da mesma pessoa - Catherine Bailey em 2003 e Cathy Bailey em 2007.
     Em 2003, Catherine é uma mulher jovem, cheia de vida que conhece Lee, um porteiro do bar, numa noite. Ele parece ser perfeito - atento, bom na cama, bonito, pensativo e muito mais. Mas, em 2007, Cathy é atormentada pela extrema ansiedade, ataques de pânico e transtornos obsessivo compulsivos. Ela não consegue parar de verificar as portas, janelas e fechaduras. E começamos nos a perguntar o que terá acontecido com Catherine, para tal mudança de personalidade.
     Elizabeth Haynes emprega uma técnica altamente eficaz, desvendando as duas histórias em capítulos alternativos. O perigo em 2003 é insidioso, vai-se construindo lentamente em direção a um clímax, com a tensão aumentando e aumentando. Ao ponto de nos apetecer gritar com Catherine. Em 2007, Cathy está a lutar para conseguir lidar com a vida quando ..... !
     No Canto Mais Escuro está também de parabéns porque trata de assuntos bastante sérios; em que a escritora fez um trabalho perspicaz em descrever os transtornos obsessivo compulsivos e a violência doméstica.
     De algumas críticas que encontrei percebi que muitos leitores não gostaram do livro, mas não sei como. Eu acho que é um thriller psicológico fascinante que conseguiu manter o  meu interesse até virar a última página. (Na verdade, tive alguma dificuldade em não pular para o final no meio do caminho para ver o que aconteceu).  
Um romance de estreia que arrebatou público e crítica e recebeu os prémios Amazon Best Book of the Year 2011 e Amazon Rising Stars 2011.

Elizabeth Haynes é analista dos serviços secretos da polícia britânica. No Canto mais Escuro, que marca a sua brilhante estreia na ficção, foi traduzido em 27 línguas e editado em países como o Brasil, China, Japão, Alemanha ou Estados Unidos, e deixa antever uma promissora carreira literária. Haynes vive em Kent com o marido e o filho.

maio 31, 2017

É já amanhã!!!

O maior evento literário está de volta ao Parque Eduardo VII, em Lisboa.

E como se não fosse suficiente juntar centenas de livreiros e editoras no mesmo espaço,
há ainda um vasto programa de animação e cultura.

- Sessões de autógrafos
- Clubes de leitura
- Poesia
- Animação infantil
- Teatro
- Lançamentos de livros

Conheçam toda a programação aqui.

maio 29, 2017

Resultado do passatempo: Notebook Simples da Prettie


     Tivemos mais um passatempo no Entrelinhas e senão participas-te ou não foste a pessoa vencedora que ganhou um notebook simples da Prettie não te preocupes que vamos ter mais passatempos para breve.


                        A feliz contemplada é...
                          Catarina Gonçalves


* O/A vencedor/a foi escolhido através do random.org
* Um e-mail será enviado à vencedora a fim de pedir os seus dados para envio do livro; caso não o reclame num perído de 72 horas será escolhido outro/a vencedor/a.

maio 25, 2017

Opinião: Em Parte Incerta, Gillian Flynn

Título: Em Parte Incerta
Autora: Gillian Flynn
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525572

Sinopse: Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?

     É o quinto aniversário de Nick e Amy. E é também o dia em que Amy desaparece. A primeira parte de Gone Girl é contada em capítulos alternados do ponto de vista atual de Nick, com flashbacks de lembranças. E a perspetiva de Amy é apresentada através de páginas de um diário, começado à sete anos até ao dia em que desaparece. As narrativas contam uma história completamente diferente. Mas quem estará a dizer a verdade?
     Eu sou uma grande fã de thrillers psicológicos e com Gone Girl, Gillian Flynn criou um dos melhores que eu já li. A linha do enredo é completamente imprevisível. Ao longo da obra existem mentiras, segredos e omissões enquanto são explorados temas como casamento, traições e relações familiares. E cada revelação consegue ser mais surpreendente que a anterior.
     Flynn brinca assim com os leitores de uma maneira completamente deliciosa e tortuosa.


Gillian Flynn é autora de Dark Places, best-seller do New York Times que foi eleito melhor livro de 2009 pela Publishers Weekly, foi um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today. É também autora de Sharp Objects, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da seleção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. A autora está publicada em vinte e oito países. 

maio 18, 2017

Opinião: Na Senda do Crime, Donna Leon

Título: Na Senda do Crime
Autor: Donna Leon
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722333160
Nº de Páginas: 216

Sinopse: Guido Brunetti, o sedutor detective criado por Donna Leon, volta a entrar em acção no palco da sua cidade, a mítica Veneza. Neste novo título, o suspense é intenso, desde o início, pela intervenção de Paola, a mulher que partilha a vida do commissario Brunetti. Tendo ela decidido agir «fora da lei» por uma questão de consciência, num protesto contra a promoção de excursões sexuais a países asiáticos, estabelece-se uma cumplicidade entre ambos, que irá comprometer a carreira do commissario. As coisas complicam-se quando um assalto e um assassínio levantam suspeitas de ligações à Máfia, colocando Brunetti sob grande pressão. Como em todos os livros desta série, a intriga policial extravasa o género para revelar de forma brilhante o interesse da autora nas causas profundas do crime e da corrupção que radicam na própria sociedade. É assim que Veneza, no seu esplendor ambíguo se torna quase uma personagem de direito próprio, enfeitiçando-nos com o seu lado sombrio, oculto.

     O comissário Guido Brunetti está numa posição difícil. O seu trabalho é defender a lei. No entanto, a sua esposa, a professora Paola Brunetti, quer parar uma agência de viagens que vende excursões sexuais para homens. Com a pressão adicional de resolver um assalto e assassinato com possíveis conexões com a máfia, Brunetti está preocupado tanto com o seu relacionamento, como com a sua esposa e a sua carreira.
     Os personagens são fantásticos. Aprecio o pragmatismo aparente de Brunetti e a compreensão de que o seu trabalho é defender a lei, mesmo que por vezes não pareça ser o caminho mais justo a seguir.
     Leon cria um rico senso de humor mas principalmente de lugar através de descrições sensoriais de visão, som e particularmente, cheiro.
     Um livro que começa sem um prólogo, mas com uma abertura inesperada e intrigante logo a capturar o nosso interesse. Apesar dos momentos de luz, Leon sempre nos lembra que este é um verdadeiro procedimento policial no qual há violência e tragédia.

Donna Leon é uma autora que dispensa apresentações. Muitas vezes comparada a Agatha Christie, consagrando-se como uma das melhores escritoras de romances policiais, com a série protagonizada pelo comissário Guido Brunetti. A escritora norte-americana tem vindo a destacar-se mundialmente como uma das mais importantes autoras do policial contemporâneo, sendo que, as suas obras se mantêm sucessivamente nas listas dos mais vendidos em todo o mundo. 

maio 16, 2017

Eles também gostam de ler... #3

Podem ser atores, jogadores de futebol, políticos, cantores, ... Mas independentemente das suas ocupações eles também gostam de ler. E o Entrelinhas dá-te a conhecer quais os livros preferidos de alguns famosos que decerto já ouviste falar.

Will Smith
Willard Carroll é um rapper, produtor cinematográfico, produtor musical, produtor de televisão estadunidense, mas principalmente conhecido por ser ator. Muito provavelmente já o viste em algum filme, sendo os mais conhecidos Bad Boys, Independence Day, I am Legend e Men in Black.
Smith já recebeu vários prémios, dois deles na categoria de melhor ator em 2002, no filme Ali e em 2008 em I Am Legend; e já foi duas vezes indicado ao Oscar de melhor ator pelas atuações em Ali e The Pursuit of Happyness. Will também é um dos atores mais bem sucedidos quando se fala nas bilheteiras do cinema. Mas chega de falar de filmes, o seu livro favorito é …


O Alquimista relata as aventuras de Santiago, um jovem pastor andaluz que abandona a sua terra natal e viaja pelo Norte de África em busca de uma quimera — um tesouro enterrado sob as pirâmides. Uma cigana, um homem que diz ser rei e um alquimista irão ajudá-lo na sua busca. Ninguém sabe exatamente o que é o tesouro nem se Santiago conseguirá ultrapassar todos os obstáculos da sua travessia do deserto. Mas aquilo que começa por ser uma aventura por locais exóticos para procurar a riqueza material, acaba por se transformar numa viagem de descoberta de si mesmo e da riqueza da alma humana. O Alquimista recria um símbolo intemporal que nos recorda a importância de seguir os nossos sonhos e de ouvir a voz do coração.


O escritor brasileiro Paulo Coelho nasceu em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como director e actor de teatro, compositor e jornalista.

maio 11, 2017

Opinião: O Culpado, Lisa Ballantyne

Título: O Culpado
Autor: Lisa Ballantyne
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04399-3
Nº de Páginas: 384

Sinopse: Uma criança de oito anos é encontrada morta num parque infantil. Sebastian, de onze anos, é o principal suspeito. Escolhido para defender o jovem arguido, Daniel Hunter, um advogado londrino, desconhece ainda que este será um caso muito diferente daqueles que conhecera até então.
Com olhos de anjo e aparência frágil, Sebastian tem uma vida familiar conturbada e parece insensível à situação em que está envolvido. Daniel acredita na sua inocência e, à medida que o caso avança, revisita também o seu passado: os sucessivos lares de acolhimento por onde passou e Minnie, a mulher que o adotou e salvou com o seu amor, mas a quem ele nunca perdoou uma traição.
Quando presente e passado colidem, Daniel é confrontado com uma inquietante questão: poderá a sua simpatia por Sebastian, misturada com as suas memórias de infância, estar a impedi-lo de chegar à verdade? O jovem advogado é obrigado a colocar em causa tudo aquilo em que acreditara e a perceber que a linha entre a verdade e a mentira é, afinal, muito ténue.

     Daniel Hunter é um advogado que assumiu o caso de um jovem cliente, Sebastian, acusado de assassinar outra criança a sangue frio. Sebastian traz à tona os problemas não resolvidos de Daniel no passado - uma infância conturbada e um relacionamento quebrado com a sua mãe adotiva, Minnie. À medida que Daniel luta com a questão da culpa, ele deve decidir se a sua simpatia por Sebastian está fora de lugar e como as suas decisões giram em torno da sua incapacidade de enfrentar o passado.
     A história é contada em linhas de tempo alternadas - o passado e o presente de Daniel. Cada linha do tempo tem a sua própria história e o seu próprio mistério. Eu gostei da divisão, que acabou por acrescentar uma dimensão extra para o enredo; e deixou-me interessada e intrigada com o grande elemento de suspense. 
     Ballantyne fez um bom trabalho de criação de personagens interessantes e atraentes e consegue manter a trama em movimento a um bom ritmo.
Há coisas que não podem ser perdoadas.

Lisa Ballantyne nasceu em Armadale, na Escócia, e estudou Literatura Inglesa na Universidade de St. Andrews. Trabalhou durante vários anos na China, na área do desenvolvimento internacional, educação e mais recentemente para pequenas revistas chinesas e inglesas. Regressou ao Reino Unido em 2002. Trabalha atualmente na Universidade de Glasgow.

maio 06, 2017

PASSATEMPO: Notebook Simples da Prettie

     O Entrelinhas tem mais um passatempo, e desta vez temos um caderno simples com folhas lisas que o torna completamente personalizável. A5, maleável, ótimo para levares para todo o lado.


     O notebook é do site Prettie, que tem desde notebooks, notepads, a pranchetas e agendas. Não se esqueçam de visitar! 

     Para participarem no passatempo só têm de seguir 3 regras: ser seguidor/a do blog Entrelinhas, fazer GOSTO na página de Facebook do blog e preencher o formulário. 

     
  • O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 26 de Maio de 2017
  • Só serão aceites participações de Portugal Continental
  • Apenas é aceite uma participação por pessoa
  • O vencedor será publicado aqui no blog e contactado via e-mail
  • O blogue não se responsabiliza por extravios nos CTT

maio 04, 2017

Opinião: 84, Charing Cross Road, Helene Hanff

Título: 84, Charing Cross Road
Autor: Helene Hanff
Editor: Lema d’Origem
ISBN: 9789898342034

Sinopse: Em 1949, uma carta, escrita num pequeno apartamento nova-iorquino, atravessa o oceano Atlântico e vai parar às mãos de Frank Doel, funcionário da livraria Marks & Co., no número 84 de Charing Cross Road, em Londres. É assim que se inicia uma correspondência de vários anos, que virá a transformar-se numa história de grande amizade.

      Em 84, Charing Cross Road, Helene Hanff compilou as cartas que ela e Frank Doel, um livreiro da famosa Charing Cross Road de Londres, trocaram durante vinte anos, desde a segunda Guerra Mundial até à sua morte. Esta edição contem a sequela, The Duchess of Bloomsbury Street, que narra a tão desejada visita de Helene Hanff a Inglaterra, já após Frank ter falecido, no verão de junho de 1971, entre outras coisas para promover o seu livro. Aqui, Helene, descreve as três semanas em que esteve em Londres e nos arredores, quando conheceu o espaço físico da livraria Marks & Co e algumas das pessoas com as quais se correspondia há tanto tempo. 
      Helene Hanff andou por todo o lado e fez de tudo, como por exemplo: em Bloomsbury, o Shakespeare's Globe Theatre (que ainda não tinha sido reconstruído por Sam Wannamaker), o Palácio de Buckingham, Torre de Londres e ainda teve tempo de explorar outros pontos turísticos fora de Londres: Eton e Oxford.
      É um livro curto, que com um tom engraçado e espirituoso ela aborda os leitores, quase como se estivesse a contar a história para nós em pessoa.


maio 01, 2017

Livros mais traduzidos da história

O Entrelinhas compilou pra ti alguns dos livros mais traduzidos a nível mundial, sendo que o que tem menos traduções conta com cerca de 65! 


 Odisseia, de Homero - Odisseia homérica é, a seguir à Bíblia, o livro que mais influência terá exercido, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental. Originalmente publicado em grego.
O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry - Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida. Originalmente publicado em francês. 
Contos de Fadas de Andersen, Hans Christian Andersen -  Notáveis pela capacidade descritiva e profunda sensibilidade, os seus contos transmitem-nos lições subtis sobre diversos aspetos do comportamento humano: a hipocrisia em O Fato Novo do Imperador, a compaixão em A Rapariguinha dos Fósforos, a necessidade da esperança em O Patinho Feio ou o poder da amizade e da coragem no admirável A Rainha da Neve... Originalmente publicado em dinamarquês.
Pinóquio, de Carlo Collodi - Esta é a história de um menino de madeira, sempre metido em confusões, peripécias e mentiras. Originalmente publicado em Italiano.
Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne - Em Vinte Mil Léguas Submarinas, Verne concebe um submarino, o Náutilus, completamente autónomo do meio terrestre, movido somente a electricidade. O engenheiro e dono de tal feito, é o capitão Nemo, que, com sua tripulação, cortou qualquer relação com as nações e com a humanidade. Originalmente publicado em francês.
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll - Os mundos mágicos do País das Maravilhas retratam uma ordem virada do avesso. Mas por entre o humor anárquico e os jogos de palavras, quebra cabeças e enigmas brilhantes, há comoventes momentos de nostalgia pela infância perdida. Originalmente publicado em Inglês.
1984, de George Orwell - 1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana. Originalmente publicado em Inglês.
Harry Potter, de J.K. Rowling - A série narra as aventuras de um jovem chamado Harry James Potter, que descobre aos 11 anos de idade que é um bruxo ao ser convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de HogwartsOriginalmente publicado em Inglês.

Optamos por não atribuir nenhuma ordem, nem por indicar ao certo o número de traduções. Encontramos várias listas e informações que se contradiziam e não queremos levar os leitores do Entrelinhas ao engano. 

abril 27, 2017

Opinião: Sob Suspeita, Minette Walters

Título: Sob Suspeita
Autor: Minette Walters
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722336093

Sinopse:
 Numa pequena e pacata localidade no condado de Hampshire, Patrick O’Riordan, um irlandês desempregado, foi acusado de um duplo homicídio. Rapidamente, o choque e a incredulidade dão lugar à cólera e os pais e a prima de Patrick vêem-se alvo de ameaças e ataques, sem ninguém do seu lado a não ser Siobhan Lavenham, uma senhora irlandesa casada com um inglês, que põe em risco a sua própria reputação no seio da comunidade por questionar a imparcialidade da investigação. No entanto, Siobhan rapidamente se vê envolvida numa espiral de dúvidas, pois a verdade compõe-se de múltiplas faces e os segredos e a ambição enraizados na alma humana vão muito além das avaliações baseadas nas aparências…

     De certa forma, trata-se de um livro com temas pesados como, preconceito, incitação à violência e vandalismo, à medida que os habitantes da aldeia se unem em aversão à família O'Riordan, pelo simples facto de serem irlandeses. À medida que a história se desdobra, fica claro que o mal-entendido e a ignorância são realmente o problema. Eu gostei da maneira como Minette Walters estruturou a obra usando flashbacks, movendo os capítulos entre duas alturas diferentes.
  Para um livro tão curto é notavelmente complexo e mergulhado em cenários alternativos o que é excelente. Acho que gostei tanto por ser tão condensada e pelo seu fim totalmente inesperado.

Minette Walters, de origem inglesa, estudou francês na Universidade de Durham. Trabalhou como editora e redactora numa revista de ficção até se tornar freelancer em revistas femininas. Após ter sido mãe de dois rapazes, interrompeu a actividade profissional até 1987, data em que escreveu o primeiro policial. Vencedora de inúmeros prémios, os seus cinco livros iniciais foram adaptados para televisão pela BBC e transmitidos não só no Reino Unido como no resto do mundo. 


abril 20, 2017

Opinião: A Ponte Invisível, Julie Orringer

Título: A Ponte Invisível
Autor: Julie Orringer
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722633369

Sinopse: Paris, 1937. Andras Lévi, estudante de arquitetura, chega de Budapeste com uma bolsa de estudo, uma única mala e uma carta misteriosa que prometeu entregar a Claire Morgenstern, uma jovem viúva que vive na cidade. Quando Andras conhece Claire, fica preso na sua vida secreta e extraordinária. Ao mesmo tempo, a tragédia começa a assolar a Europa, colocando-os num estado de terrível incerteza. De uma remota aldeia húngara às óperas grandiosas de Budapeste e Paris, do desespero do inverno nos Cárpatos a uma vida inimaginável em campos de trabalhos forçados, A Ponte Invisível narra a história de um casamento que sobrevive ao desastre e de uma família ameaçada de aniquilação e unida pelo amor e pela história.

     O novo romance, A Ponte Invisível, é quase tudo o que Como Respirar Debaixo D’água não era. Enquanto as histórias de Orringer, principalmente na América contemporânea, eram concentradas, sutis e microcósmicas, este romance é uma história de amor grande e um passeio quase épico pela história da Europa, pouco antes da Segunda Guerra Mundial.
      O herói da Ponte Invisível é Andras Lévi, um jovem judeu húngaro que se muda para Paris para estudar arquitetura em 1937. Andras é um estudante de bolsa de uma família pobre, inseguro de si mesmo, tímido. Apesar de alguns encontros assustadores com ameaças e violência antissemitas, Andras dedica-se à escola, a aprender francês e a trabalhar num teatro. Ele finalmente encontra Claire Morgenstern, uma professora de dança húngara mais velha que mora em Paris, e os dois se apaixonam, rapidamente e sem fôlego, apesar das dúvidas de Klara. À medida que os nazistas começam a ganhar poder, Andras e Claire voltam para a Hungria, tentando encontrar um porto seguro para sua nova família, mesmo quando o exército alemão começa a fechar.
     A Ponte Invisível pode não ser o romance que os fãs de Orringer estavam à espera, mas é tão poderoso e assustador quanto a sua estreia. Sem dúvida, uma escritora a seguir, como bastante talento e ousadia.

Julie Orringer é a autora da premiada coletânea de contos How to Breathe Underwater, que foi considerada um Livro Notável pelo The New York Times. Foi a vencedora do Prémio Revelação da The Paris Review.